Ícone absoluto do cinema e da cultura do século XX, Brigitte Bardot — eternizada pelas iniciais B.B. — foi atriz, modelo e ativista francesa. Conhecida por interpretar personagens livres e hedonistas, tornou-se um dos maiores símbolos de emancipação feminina e sensualidade das décadas de 1950 e 1960. Mas foi longe das telas, em um pequeno balneário brasileiro, que ela escreveu um dos capítulos mais transformadores de sua história — e da história de Armação dos Búzios.

1964: a busca por refúgio

Em duas ocasiões ao longo de 1964, Bardot escolheu Búzios como refúgio. Na primeira, permaneceu cerca de quatro meses, hospedada em Manguinhos, ao lado de seu então namorado, Bob Zagury. O motivo era simples e profundo: escapar da pressão da fama e encontrar silêncio, natureza e anonimato. Naquela época, Búzios ainda era uma vila de pescadores, com ruas de terra, ritmo tranquilo e um charme genuíno — exatamente o que B.B. procurava.

O impacto imediato: Búzios no mapa do mundo

A presença de Brigitte Bardot não passou despercebida. Jornalistas e fotógrafos a seguiram, e o “segredo” de Búzios foi revelado ao mundo. A vila bucólica ganhou projeção internacional, atraindo visitantes, investimentos e uma nova vocação turística. A partir dali, Búzios iniciou uma transformação que preservou sua essência, mas ampliou seu alcance, tornando-se um destino desejado por viajantes do mundo inteiro.

Um legado eternizado

Em 1999, a cidade inaugurou a Orla Bardot, um elegante calçadão à beira-mar que homenageia a atriz. O espaço abriga a famosa estátua de Brigitte Bardot, criada pela escultora Christina Motta, hoje um dos cartões-postais mais fotografados de Búzios. Mais do que uma homenagem, a Orla simboliza o encontro entre o espírito livre de Bardot e a alma da cidade.

Búzios e o espírito de B.B.

Embora sua estadia tenha sido breve, o vínculo foi duradouro. Búzios passou a representar o espírito de liberdade, charme e autenticidade que Brigitte Bardot personificava. Até hoje, seu nome está inscrito na memória afetiva da cidade — não apenas como uma celebridade que passou por aqui, mas como alguém que ajudou a revelar um lugar especial ao mundo.

Um adeus que ecoa na história

Brigitte Anne-Marie Bardot nasceu em 28 de setembro de 1934 e faleceu em 28 de dezembro de 2025. Sua partida marca o fim de uma era, mas seu legado permanece vivo — no cinema, na defesa dos animais e, de forma especial, nas curvas da Orla Bardot e no charme eterno de Búzios. Um encontro que mudou destinos e que segue inspirando quem busca beleza, liberdade e autenticidade

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